Ao buscar um cirurgião plástico, muitos pacientes se deparam com uma grande quantidade de títulos, cursos e promessas de especialização. Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, apresenta que em meio a tantas informações, entender o que realmente indica uma formação sólida pode fazer diferença direta na segurança e nos resultados do tratamento.
Nem todo curso ou certificado tem o mesmo peso do ponto de vista técnico e regulatório, e essa distinção nem sempre é clara para quem está fora da área médica. Se você está considerando um procedimento, vale dedicar tempo para verificar a qualificação do profissional e esclarecer todas as suas dúvidas na consulta.
Formação estruturada e residência médica
A base da formação em cirurgia plástica envolve um percurso longo, que inclui graduação em medicina, treinamento em cirurgia geral e residência específica em cirurgia plástica, expressa Hayashi. Esse processo garante exposição a diferentes tipos de casos, acompanhamento supervisionado e desenvolvimento progressivo de habilidades técnicas e clínicas.

Esse caminho estruturado é insubstituível, principalmente visto que ele permite que o profissional aprenda a lidar com complicações, variações anatômicas e situações imprevistas, que fazem parte da prática real e não podem ser plenamente reproduzidas em cursos rápidos.
Diferença entre títulos formais e cursos complementares
Além da formação básica, muitos profissionais buscam cursos de aperfeiçoamento em técnicas específicas, o que é positivo e faz parte da atualização contínua. No entanto, esses cursos não substituem a formação formal exigida para o exercício da especialidade.
Com isso, o médico Milton Seigi Hayashi demonstra que é importante que o paciente saiba diferenciar esses dois níveis de qualificação, isso porque, os cursos complementares agregam conhecimento, mas não conferem, por si só, a formação completa em cirurgia plástica. Por isso, verificar se o médico possui registro de especialista e formação reconhecida é um passo importante.
Transparência e verificação de informações
Hoje, é possível consultar registros profissionais e confirmar se o médico possui especialidade reconhecida, além de verificar se está regularmente inscrito no conselho de medicina. Esse tipo de verificação faz parte de uma postura ativa do paciente em relação à própria segurança.
A transparência deve ser vista como aliada, explica Hayashi, um profissional qualificado não tem motivo para ocultar sua formação. Pelo contrário, ele costuma explicar seu percurso e esclarecer dúvidas sobre sua experiência. Essa abertura também contribui para uma relação mais equilibrada, em que o paciente participa de forma mais informada das decisões sobre o tratamento.
Certificações como parte de um sistema de qualidade
Em clínicas e hospitais, certificações institucionais e protocolos internos também influenciam a segurança dos procedimentos. Ambientes que seguem padrões de qualidade, controle de infecção e rastreabilidade de processos oferecem camadas adicionais de proteção ao paciente.
A formação do cirurgião e a estrutura onde o procedimento é realizado precisam caminhar juntas. Um profissional bem treinado, atuando em um ambiente sem protocolos adequados, pode ter seu desempenho comprometido por falhas sistêmicas. Milton Seigi Hayashi reforça ainda que a avaliação da qualificação deve considerar tanto o médico quanto o local do atendimento.
Decisões mais seguras começam por critérios objetivos
Em um cenário com ampla oferta de serviços e forte presença nas redes sociais, critérios técnicos ajudam a reduzir a influência de promessas e comparações superficiais. Formação estruturada, certificações reconhecidas e atuação em ambientes adequados são indicadores mais confiáveis de qualidade.
Em suma, ao entender o que realmente importa na certificação e na formação do cirurgião plástico, o paciente ganha ferramentas para fazer escolhas mais seguras e alinhadas ao seu próprio bem-estar, reduzindo riscos e aumentando a confiança ao longo de todo o processo de cuidado.
Autor: Galina Sokolova

