Mateus Simões assumiu o Palácio Tiradentes em março e agora mira a reeleição em outubro, em uma corrida que já reúne nove pré-candidatos ao Executivo estadual.
Minas Gerais vive, neste momento, um período de transição política pouco comum. O governador Romeu Zema, do partido Novo, renunciou ao cargo em março para concorrer à Presidência da República, e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais deu posse ao então vice-governador, Mateus Simões, do PSD. Para o eleitor mineiro, a mudança levanta uma série de perguntas legítimas, quem é o novo governador, como ele pretende conduzir o estado até as eleições e quem são os nomes que já se colocam como concorrentes ao Palácio Tiradentes em outubro. Entender esse cenário é essencial para acompanhar os próximos meses de política estadual, que devem ser marcados por uma disputa eleitoral intensa. Gazeta do Povo
A saída de Zema e a posse de Mateus Simões à frente do Executivo mineiro
Mateus Simões de Almeida foi eleito vice-governador na chapa encabeçada por Romeu Zema em 2022 e assumiu o comando do Palácio Tiradentes com a renúncia do então titular, que passou a se dedicar aos compromissos de pré-campanha à Presidência. Advogado de formação, com mestrado em Direito Empresarial, professor universitário e produtor rural, Simões ocupou a Secretaria-Geral de Governo durante o primeiro mandato de Zema, entre 2019 e 2022, antes de integrar a chapa reeleita já no primeiro turno daquele ano. O TEMPOO TEMPO
A mudança de partido também chamou atenção no cenário político mineiro. Em outubro de 2025, Simões deixou o Novo e se filiou ao PSD, em uma articulação que envolveu o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e que já projetava seu nome como pré-candidato ao governo de Minas nas eleições deste ano. Com a posse de Simões, o PSD passou a comandar sete estados brasileiros, ao lado de Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Goiás, Sergipe e Rondônia. Em seu discurso de posse, o novo governador afirmou a intenção de percorrer as 16 regionais do estado ao longo dos meses seguintes, levando a sede administrativa do governo a diferentes regiões de Minas Gerais. O TEMPO + 2
Quem são os principais nomes na disputa pelo Palácio Tiradentes em outubro
A sucessão estadual deste ano promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos. Além de Mateus Simões, pelo PSD, já se colocam como pré-candidatos ao governo de Minas Gerais nomes como Cleitinho, do Republicanos, Rodrigo Pacheco, do PSB, Alexandre Kalil, do PDT, Ben Mendes, da Missão, Flávio Roscoe, do PL, Gabriel Azevedo, do MDB, Maria da Consolação, do PSol, e Túlio Lopes, do PCB. JOTA
A diversidade de legendas e perfis indica que a disputa deve atravessar diferentes espectros políticos, do campo mais alinhado ao governo Zema a oposições de variados matizes. Atual chefe do Executivo mineiro, Simões tem destacado em entrevistas que sua trajetória política é recente, de pouco mais de dez anos, período em que passou de vereador de Belo Horizonte a governador do estado, e reforça que pretende disputar a reeleição em outubro para permanecer à frente do Executivo. Caberá ao eleitor mineiro, nos próximos meses, avaliar as propostas de cada um desses pré-candidatos antes de decidir quem vai comandar o estado a partir de 2027. O TEMPO
Os desafios que aguardam o próximo governador de Minas Gerais
Independentemente de quem vencer a eleição de outubro, alguns desafios já estão postos para a gestão estadual. Em seu pronunciamento de posse, Simões afirmou ter recebido um estado com as contas equilibradas, em parte graças à aprovação do Propag pelos deputados estaduais, e relacionou esse cenário a um desafio de gestão diferente daquele enfrentado por seu antecessor. Ainda assim, ele reforçou compromissos como o combate a abusos institucionais, à violência de gênero e ao crime organizado no estado. Agência Minas Gerais
A pauta de segurança pública, aliás, tende a ganhar ainda mais espaço na campanha eleitoral, assim como temas ligados à dívida do estado com a União e à implementação da Reforma Tributária, que deve impactar diretamente as finanças estaduais nos próximos anos. Para os mineiros, o período que antecede outubro deve ser de intenso debate público, com entrevistas, propostas de governo e embates entre os pré-candidatos, em uma eleição que definirá os rumos de Minas Gerais para o próximo mandato.
A transição no comando de Minas Gerais é, antes de tudo, um capítulo a mais em um ano eleitoral que promete ser decisivo tanto no estado quanto no país. Enquanto Mateus Simões busca consolidar sua imagem como gestor à frente do Palácio Tiradentes, os demais pré-candidatos já articulam suas estratégias de campanha. Até outubro, o noticiário político mineiro deve continuar girando em torno dessa disputa, que coloca em jogo a continuidade ou não do projeto político que governa o estado desde 2019.
Fontes: Agência Minas Gerais | O Tempo | Jota | PSD
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

