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Início » O que o Minas Summit 2026 revela sobre o futuro da inovação em Minas Gerais?
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O que o Minas Summit 2026 revela sobre o futuro da inovação em Minas Gerais?

Diego VelázquezPor Diego Velázquezjunho 18, 2026Nenhum comentário5 Mins de leitura
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Maior evento corporativo de inovação do estado reuniu cerca de 11 mil participantes em Belo Horizonte, com inteligência artificial, games e cibersegurança no centro da programação.

Belo Horizonte recebeu, nos dias 17 e 18 de junho, a quarta edição do Minas Summit, considerado o maior evento de inovação corporativa de Minas Gerais. Para quem acompanha o ecossistema de tecnologia do estado, o encontro funciona como um termômetro, mostrando quais tendências estão de fato ganhando força entre empresas, startups e investidores mineiros. A edição deste ano trouxe uma pergunta interessante para quem observa o setor, será que Minas Gerais está conseguindo se firmar como um polo relevante de inovação no Brasil, além da força histórica em mineração e siderurgia? Os números e as discussões do evento ajudam a responder essa questão.

O que torna o Minas Summit 2026 o maior evento de inovação do estado

Realizado pela FCJ Group em parceria com o BH-TEC, o Minas Summit 2026 reuniu cerca de 11 mil participantes e 80 expositores entre corporações, startups, investidores e entusiastas da tecnologia, no BeFly Minascentro, no centro de Belo Horizonte. A edição contou com sete palcos temáticos, que levaram nomes de cartões-postais mineiros, como Praça da Liberdade, Mineirão, Lagoa da Pampulha, Mercado Central e Casa do Baile, totalizando cerca de 100 horas de conteúdo e a presença de 400 palestrantes. Diário do ComércioDiário do Comércio

A dimensão do evento também aparece no impacto financeiro estimado pelos organizadores. A expectativa é que o encontro movimente aproximadamente R$ 100 milhões em negócios a partir das conexões geradas durante os dois dias de programação. Entre as atrações do palco principal, na Praça da Liberdade, estiveram confirmados nomes como Artur Rufino, CEO da Octa e referência em economia circular no setor automotivo, Matt Montenegro, fundador da Pingback, startup de automação de marketing e vendas, e Artur Igreja, consultor especializado em transformação digital. A presença desses nomes reforça a tentativa do evento de conectar o ecossistema mineiro a referências de peso no mercado nacional de tecnologia. Diário do ComércioDiário do Comércio

Inteligência artificial, games e cibersegurança ganham protagonismo na programação

Entre os temas que dominaram as discussões deste ano, a inteligência artificial apareceu como destaque absoluto. Além da IA, os participantes puderam acompanhar conteúdos voltados para saúde, ciência e tecnologia, cibersegurança, mineração, siderurgia, indústria, marketing, inovação corporativa e empreendedorismo, com um palco dedicado exclusivamente às healthtechs e outro focado em cibersegurança, tema cada vez mais relevante diante do aumento de ataques digitais no Brasil. Cidade Conecta

Uma das principais novidades desta edição foi a entrada oficial da indústria de games na programação. A organização criou uma frente específica para estimular o desenvolvimento do setor em Minas Gerais, estado que concentra um número crescente de desenvolvedores independentes. O evento também incluiu atividades voltadas diretamente para empreendedores em busca de capital. A programação contou com o Innovation Race, competição de startups realizada no primeiro dia, e um Speed Date no segundo dia, no qual empreendedores tiveram a chance de se apresentar diretamente a investidores. Esse formato mais prático, e não apenas de palestras, tem sido apontado pelos organizadores como um diferencial do Minas Summit em relação a outros eventos do gênero no país. Cidade ConectaCidade Conecta

Minas Gerais aposta na descentralização da inovação para o interior do estado

Um dos pontos mais relevantes discutidos durante o Minas Summit 2026 vai além do que aconteceu dentro do Minascentro. No segundo semestre, o projeto Minas Summit Trechos volta a percorrer cidades do interior de Minas Gerais, com parcerias já encaminhadas em Betim, Congonhas e Viçosa, somando-se a outras oito cidades que já receberam o formato itinerante do evento. A escolha das cidades não é aleatória, já que municípios como Betim, com forte potencial industrial, e Congonhas, ligada à mineração, foram citados como exemplos de polos econômicos regionais que podem se beneficiar da pulverização do movimento de inovação. Diário do ComércioDiário do Comércio

Essa estratégia de descentralização também aparece em outras iniciativas do estado. O programa Seed, voltado à aceleração de startups, ganhou uma nova edição em 2026 com foco em expandir oportunidades para além da Região Metropolitana de Belo Horizonte, estimulando a formação de polos regionais de inovação. Além disso, o Sebrae Minas vai apoiar diretamente 17 startups mineiras no Startup Summit, que acontece em agosto em Florianópolis, com 77 startups do estado selecionadas para a etapa TOP 1000 da competição nacional, número que coloca Minas Gerais entre os três estados com mais startups classificadas no país. Diário do ComércioAgenciasebrae

O Minas Summit 2026 deixa um indício claro de que o ecossistema de inovação mineiro está em um momento de maturidade, mas também de transição. Se nos primeiros anos o evento era visto principalmente como um espaço de palestras, hoje ele se aproxima de uma plataforma permanente de geração de negócios e de conexão entre startups, indústria tradicional e investidores. A aposta na descentralização para cidades do interior sugere ainda que o movimento de inovação em Minas Gerais não pretende ficar restrito à capital, mas sim alcançar regiões historicamente ligadas a setores como mineração e indústria, abrindo caminho para uma transformação digital mais distribuída pelo estado.

Fontes: Diário do Comércio | Diário do Comércio – coluna Inovação | Agência Sebrae de Notícias – Minas Gerais

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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