Governo de Minas e Fapemig unificam linhas de financiamento e criam bolsa para empreendedores até 30 de julho.
O setor de inovação mineiro ganhou um novo estímulo financeiro. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), lançou um novo edital do programa Compete Minas que disponibiliza R$ 50 milhões para impulsionar projetos de inovação tecnológica ligados ao setor produtivo do estado. A iniciativa chega em um momento de crescimento do ecossistema de startups mineiro e busca aproximar universidades, centros de pesquisa e empresas de diferentes portes.
Como funciona a Chamada Fapemig/Sede nº 11/2026
O edital, batizado de Chamada Fapemig/Sede nº 11/2026, reúne em uma única submissão duas linhas de apoio que antes funcionavam separadamente. A Linha A, chamada Tríplice Hélice, é voltada para projetos desenvolvidos por Instituições de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais em parceria direta com o setor produtivo, unindo pesquisa acadêmica e aplicação prática em empresas. Já a Linha B, de caráter Empresarial, contempla projetos que partem diretamente de empreendimentos, startups ou cooperativas mineiras interessadas em desenvolver ou aprimorar soluções tecnológicas.
As submissões ficam abertas entre 15 de junho e 30 de julho de 2026, e todo o processo é feito por meio do Sistema Everest, plataforma utilizada pela Fapemig para gerenciar editais de fomento à pesquisa. Interessados também podem consultar o edital completo no site da fundação, onde estão detalhados os critérios de elegibilidade, a documentação exigida e os prazos de cada etapa da seleção. A unificação das duas linhas em uma só chamada tem como objetivo simplificar o processo para quem deseja submeter propostas, reduzindo a burocracia que antes exigia editais separados.
Uma das principais novidades desta edição é a criação da Bolsa Sócio-Empreendedor (BSE), desenvolvida em parceria com o Sebrae-MG. O benefício prevê um valor mensal de R$ 6,5 mil, pago por até seis meses, destinado a apoiar diretamente empreendedores envolvidos nos projetos selecionados. Essa modalidade de bolsa representa uma tentativa de resolver um problema comum entre pequenas startups: a dificuldade de manter os fundadores dedicados em tempo integral ao projeto enquanto buscam maturidade técnica e comercial para a solução desenvolvida.
O que o edital representa para o ecossistema mineiro
Minas Gerais tem investido nos últimos anos em programas que aproximam ciência, tecnologia e mercado, e o Compete Minas se soma a outras iniciativas estaduais voltadas à inovação. Ao permitir que tanto instituições acadêmicas quanto empresas privadas concorram aos recursos, o edital tenta atacar dois gargalos frequentes do setor: a falta de aplicação prática de pesquisas desenvolvidas em universidades e a dificuldade de pequenas empresas acessarem capital para desenvolver tecnologia própria.
Para startups em estágio inicial, a combinação entre recurso financeiro direto e bolsa de apoio ao empreendedor pode ser decisiva. Muitos negócios de base tecnológica enfrentam dificuldade justamente na fase em que o produto ainda não gera receita suficiente para sustentar a equipe fundadora, e é nesse momento que o abandono de projetos promissores costuma ocorrer. A BSE busca reduzir esse risco, oferecendo um suporte mensal que permite aos empreendedores manter o foco no desenvolvimento da solução sem precisar buscar outra fonte de renda paralela.
Já para instituições de ciência e tecnologia, a Linha A funciona como incentivo para que pesquisas acadêmicas saiam do papel e cheguem ao mercado. Parcerias entre universidades mineiras e empresas locais têm histórico de gerar soluções aplicadas em áreas como agropecuária, mineração e serviços digitais, setores que, juntos, formam parte relevante da economia do estado. O edital reforça esse tipo de conexão ao exigir que os projetos da Linha A envolvam efetivamente o setor produtivo, e não apenas pesquisa isolada.
Como participar e onde buscar mais informações
Empresas, startups, cooperativas e instituições de pesquisa interessadas em participar do edital devem acessar o Sistema Everest para iniciar o processo de submissão antes do prazo final, em 30 de julho. O texto completo da chamada, incluindo critérios de avaliação e valores específicos por linha, está disponível no site da Fapemig, que também disponibiliza canais de atendimento para dúvidas sobre a documentação exigida.
A expectativa do Governo de Minas é que a chamada amplie o número de projetos tecnológicos com impacto direto na economia mineira, consolidando o estado como um dos polos de inovação do país. Para quem trabalha com desenvolvimento de tecnologia em Minas Gerais, o edital representa mais uma oportunidade concreta de transformar projetos em desenvolvimento em negócios estruturados, com apoio financeiro que vai além do aporte inicial e inclui suporte direto aos empreendedores durante os primeiros meses de execução.
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