O Governo de Minas anunciou, nesta terça-feira (29), um pacote de patrocínio de R$ 32 milhões para Atlético, Cruzeiro e América. O anúncio foi feito em Belo Horizonte, durante uma agenda na Cidade Administrativa, e envolve empresas estatais mineiras, como Cemig, Codemge e Codemig.
De acordo com as informações divulgadas, Atlético e Cruzeiro deverão receber R$ 15 milhões cada. O América terá direito a R$ 2 milhões. A medida foi apresentada após a interrupção dos contratos de publicidade que os clubes mantinham com casas de apostas esportivas.
O governo também negocia acordos com equipes do interior de Minas Gerais. Athletic, de São João del-Rei, e Uberlândia estão entre os clubes citados nas tratativas, mas os valores e as condições desses possíveis contratos ainda não foram definidos.
Como será distribuído o patrocínio
A maior parte do pacote anunciado será destinada aos dois clubes de maior torcida e projeção nacional entre os citados: Atlético e Cruzeiro. Cada equipe poderá receber R$ 15 milhões, enquanto o América deverá ser contemplado com R$ 2 milhões. A soma dos três contratos chega aos R$ 32 milhões anunciados pelo governo estadual.
Segundo a apuração do O Tempo, a origem dos recursos está relacionada às empresas públicas mineiras envolvidas na iniciativa. A proposta ocorre em um momento de mudança no mercado de patrocínios esportivos, depois da interrupção dos acordos associados às plataformas de apostas.
A divisão dos valores também foi confirmada pelo Estado de Minas, que informou o anúncio dos R$ 32 milhões para os clubes de Belo Horizonte. Os contratos, conforme as informações divulgadas, serão estruturados por meio de publicidade das estatais.
Contrapartidas previstas para os clubes
Além da exposição das marcas públicas, os acordos devem incluir contrapartidas relacionadas ao desenvolvimento esportivo e à ampliação do acesso ao futebol. Entre as medidas mencionadas estão o incentivo ao futebol feminino, a manutenção das categorias de base e a distribuição de ingressos para estudantes de baixa renda.
Essas exigências vinculam o patrocínio a objetivos que vão além da divulgação institucional. O apoio às categorias de base pode alcançar a formação de atletas, enquanto o incentivo ao futebol feminino e a distribuição de ingressos ampliam o alcance social esperado para os contratos.
As condições detalhadas de cada acordo, incluindo a forma de execução das contrapartidas e o período de vigência, não foram apresentadas nas informações disponíveis sobre o anúncio. Também não foram definidos os valores para Athletic e Uberlândia, caso as negociações com os clubes do interior sejam concluídas.
Medida ocorre após saída das casas de apostas
O patrocínio do Governo de Minas aos clubes foi anunciado depois da proibição da publicidade de casas de apostas esportivas, contexto que alterou a composição das receitas de marketing no futebol. Atlético e Cruzeiro estavam entre os clubes afetados pela interrupção dos contratos desse segmento, segundo as informações divulgadas pelos veículos que acompanharam o anúncio.
O tema foi tratado pelo Exame como uma iniciativa para compensar a perda dos acordos com as bets. A CNN Brasil também informou que o anúncio ocorreu em Belo Horizonte e relacionou o apoio estadual à mudança nas regras de publicidade do setor.
A utilização de recursos de publicidade de empresas públicas para apoiar clubes esportivos, contudo, pode provocar debate sobre critérios, transparência e finalidade dos contratos. Após críticas, o governo apresentou explicações sobre a iniciativa e a origem dos valores, conforme noticiado pelo Estado de Minas.
Com os contratos ainda em fase de formalização, os detalhes sobre as contrapartidas, a aplicação dos recursos e os eventuais acordos com clubes do interior deverão ser conhecidos posteriormente. Por enquanto, o pacote confirmado contempla Atlético, Cruzeiro e América, com valores distintos para cada equipe.

