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Início » O idoso precisa de mais exames? Confira com o Doutor Yuri Silva Portela
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O idoso precisa de mais exames? Confira com o Doutor Yuri Silva Portela

Emil SundvikPor Emil Sundviksetembro 9, 2026Nenhum comentário4 Mins de leitura
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Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela
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Envelhecer não significa necessariamente fazer uma quantidade cada vez maior de exames. Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, aponta que uma das questões importantes no acompanhamento da pessoa idosa é diferenciar a realização de muitos testes da escolha daqueles que realmente ajudam a avaliar sua saúde. Exames podem identificar alterações, acompanhar doenças e orientar tratamentos, mas precisam estar relacionados ao histórico, aos sintomas, aos fatores de risco e às necessidades de cada pessoa. 

Leia mais a seguir!

Por que fazer exames sem critério pode não ajudar?

Um exame solicitado sem uma finalidade clara pode gerar resultados que exigem novas investigações, mesmo quando não existe um problema relevante. Yuri Silva Portela alude que isso pode aumentar a ansiedade do paciente, provocar procedimentos desnecessários e tornar o acompanhamento mais complexo. Por essa razão, a indicação deve considerar o contexto clínico e a possibilidade de o resultado realmente contribuir para uma decisão ou modificar alguma conduta no acompanhamento.

Na terceira idade, essa avaliação ganha ainda mais importância porque muitas pessoas convivem com diferentes condições de saúde e utilizam diversos medicamentos. Um resultado isolado pode não explicar o que está acontecendo. É necessário relacionar os dados dos exames com sintomas, histórico e mudanças percebidas na rotina para que a avaliação reflita as necessidades reais de cada idoso.

Quais fatores devem orientar a escolha? Veja a seguir com o Doutor Yuri Silva Portela

A idade é apenas um dos elementos considerados, destaca o Doutor Yuri Silva Portela. Histórico familiar, doenças existentes, medicamentos utilizados, hábitos de vida, sintomas recentes e capacidade funcional também podem influenciar a necessidade de determinada investigação. Uma pessoa de 65 anos sem sintomas pode ter necessidades diferentes de outra com a mesma idade que apresenta perda de peso, quedas recorrentes ou alterações cognitivas.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Essa individualização evita transformar o acompanhamento em uma lista automática de exames. Algumas avaliações podem ser importantes em determinados períodos, enquanto outras precisam ser repetidas conforme a condição acompanhada. O profissional de saúde deve analisar o conjunto para definir quais investigações fazem sentido naquele momento e quais resultados podem realmente contribuir para as decisões sobre o cuidado.

Como os exames preventivos entram no envelhecimento saudável?

A prevenção não depende somente de investigar doenças depois que aparecem sintomas. Existem exames e avaliações destinados a identificar alterações antes que elas provoquem problemas maiores. Entretanto, a indicação dessas estratégias também precisa considerar idade, histórico e características individuais para que a investigação seja realmente adequada a cada fase do envelhecimento.

Tal como informa o Doutor Yuri Silva Portela, prevenção significa antecipar riscos sem transformar o paciente em um conjunto de resultados laboratoriais. Pressão arterial, vacinação, alimentação, atividade física, saúde mental, mobilidade e capacidade funcional também fazem parte da avaliação. Um acompanhamento completo precisa observar aquilo que os exames mostram, mas também aquilo que eles não conseguem medir e considerar como essas condições interferem na autonomia e na rotina do idoso.

E quando muitos especialistas pedem exames diferentes?

Esse é um dos motivos pelos quais a comunicação entre os profissionais pode ser importante. Quando diferentes especialistas acompanham o mesmo paciente, existe a possibilidade de exames semelhantes serem solicitados em momentos próximos ou de resultados relevantes não serem considerados em conjunto. Manter registros atualizados pode ajudar a organizar esse acompanhamento.

Uma revisão periódica também permite verificar se determinadas investigações continuam necessárias. O fato de um exame ter sido realizado anteriormente não significa que ele precise ser repetido automaticamente, assim como um resultado antigo não deve ser usado para ignorar uma mudança atual. O acompanhamento precisa acompanhar a evolução da pessoa e considerar novas informações que possam surgir ao longo do tempo, comenta o Doutor Yuri Silva Portela.

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Emil Sundvik
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