O aluguel por temporada movimentou aproximadamente R$ 1,27 bilhão na economia de Belo Horizonte em 2025, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) citado em reportagem de O Tempo. A estimativa considera não apenas os valores recebidos por anfitriões e gastos dos hóspedes, mas também os efeitos indiretos da atividade em áreas como transporte, alimentação, comércio e serviços.
De acordo com a reportagem, o segmento apresentou crescimento de 14,4% em um ano na capital mineira. O resultado reforça a presença da hospedagem de curta duração na economia de Belo Horizonte e mostra como a procura por imóveis para estadias temporárias se relaciona a diferentes motivos de viagem, como turismo, eventos, compromissos profissionais, atendimentos hospitalares e lazer.
Hospedagem impulsiona outros setores da economia
O impacto econômico do aluguel por temporada não se limita ao imóvel utilizado pelo visitante. A circulação de pessoas hospedadas em diferentes regiões de Belo Horizonte amplia a demanda por deslocamentos, refeições, compras e atividades de entretenimento. Segundo os dados divulgados pela FGV, para cada R$ 10 gastos com acomodação na plataforma analisada, outros R$ 45,48 circulam em atividades relacionadas à economia local.
Esse efeito ajuda a explicar por que a atividade passou a ser tratada também como parte da cadeia do turismo. A demanda pode alcançar áreas próximas a pontos de eventos, equipamentos de saúde, atrações de lazer e locais de interesse da capital, incluindo regiões associadas à Pampulha e ao Expominas. O levantamento, porém, apresenta uma estimativa agregada do impacto econômico e não detalha, na pauta consultada, os valores movimentados por cada bairro ou setor específico.
Para parte dos anfitriões, o aluguel de curta duração deixou de representar apenas uma fonte complementar de renda. A reportagem de O Tempo informa que a atividade passou a ser a principal fonte de renda para alguns proprietários. O dado indica uma mudança na forma como determinados imóveis são utilizados, embora não signifique que essa realidade se aplique a todos os anfitriões da cidade.
Resultado acompanha movimento nacional
O desempenho de Belo Horizonte faz parte de um cenário mais amplo no país. Estudo da FGV Projetos, elaborado a pedido do Airbnb e divulgado em setembro de 2026, estima que o aluguel por temporada movimentou R$ 113,2 bilhões na economia brasileira em 2025. Conforme a divulgação institucional da FGV, a atividade contribuiu com R$ 62,8 bilhões para o Produto Interno Bruto e esteve associada à sustentação de 703,9 mil postos de trabalho.
Como o estudo nacional foi contratado pela própria plataforma, seus resultados precisam ser apresentados com essa identificação de origem. A metodologia e os dados consolidados analisados se referem ao ano de 2025, enquanto a divulgação ocorreu em 2026. A estimativa nacional oferece contexto para o resultado de Belo Horizonte, mas não substitui uma análise específica sobre a distribuição territorial dos efeitos na capital mineira.
Condomínios e contratos exigem atenção
Além dos números econômicos, o aluguel por temporada envolve regras que devem ser observadas por proprietários e inquilinos. Conforme informado por O Tempo, a possibilidade de oferecer um imóvel para estadias curtas pode depender das regras previstas na convenção do condomínio.
O ocupante também precisa respeitar as condições estabelecidas no contrato firmado com o proprietário. Por isso, antes de anunciar ou reservar um imóvel, é importante verificar as normas condominiais e as cláusulas da locação. Essa atenção ajuda a evitar conflitos relacionados ao uso da unidade, à circulação de visitantes e às responsabilidades de cada parte.
Em Belo Horizonte, o crescimento do aluguel por temporada combina a movimentação de visitantes com a geração de renda para anfitriões e a demanda de empresas e trabalhadores ligados aos serviços urbanos. Os números da FGV indicam a dimensão econômica do fenômeno em 2025, enquanto as regras de cada condomínio e contrato definem como a atividade pode ser realizada em cada imóvel.

