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IA agêntica na gestão: Como processos, pessoas e responsabilidades estão mudando com Marcio Alaor de Araújo

Emil SundvikPor Emil Sundvikoutubro 1, 2026Nenhum comentário5 Mins de leitura
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Marcio Alaor de Araújo
Marcio Alaor de Araújo
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A chegada dos agentes de inteligência artificial, analisa o executivo do mercado financeiro, Marcio Alaor de Araújo, modifica menos a caixa de ferramentas das empresas e mais a própria arquitetura do trabalho. Em contraste com os assistentes, que respondem a comandos específicos, esses sistemas executam sequências de tarefas, acionam outros softwares e tomam decisões intermediárias com relativa autonomia.

Tal fato suscita novos questionamentos, que pareciam já ter sido devidamente esclarecidos. Gostaríamos de esclarecer quem é o responsável pela aprovação efetuada por um agente. Gostaríamos de esclarecer se há alguma etapa do processo que ainda exija a interferência humana. Como avaliar o desempenho de uma equipe que coordena sistemas em vez de executar tarefas? A IA agêntica desloca o debate da produtividade para a organização do trabalho.

Para os executivos, o desafio está em redesenhar processos, papéis e responsabilidades antes que a tecnologia faça isso de forma desordenada. Os tópicos a seguir abordam em que consiste a IA agêntica, como ela se diferencia da automação tradicional e quais decisões de liderança essa mudança exige, além de como ela reorganiza os fluxos de trabalho.

O que muda quando a IA deixa de responder e passa a agir?

A automação tradicional é regida por um conjunto de diretrizes rígidas: um robô de software replica cliques e preenche campos, mas não considera quaisquer exceções. Os modelos generativos ampliaram essa capacidade ao interpretar linguagem, porém continuavam dependentes de uma pessoa a cada passo. Os agentes combinam as etapas, consultam sistemas, avaliam resultados e ajustam o caminho até concluir o trabalho.

Em suma, o agente está habilitado a analisar contratos, conciliar lançamentos financeiros, elaborar propostas comerciais e gerenciar demandas de clientes de ponta a ponta. É justamente essa autonomia, mais do que a velocidade, que leva o empresário focado em resultados e desenvolvimento organizacional, Marcio Alaor de Araújo, a tratar o tema como questão de estrutura organizacional. Isso porque tarefas antes distribuídas entre várias pessoas passam a ser coordenadas por um único fluxo automatizado.

A mudança também expõe fragilidades. Processos mal documentados e regras informais devem ser explicados antes de serem delegados a um agente externo. Em diversos casos, a implementação da tecnologia evidencia como o funcionamento da empresa dependia de conhecimento tácito, preservado na memória de poucos colaboradores.

Processos redesenhados, e não apenas acelerados

A inclusão de agentes em processos antigos frequentemente resulta na reprodução de ineficiências de maneira acelerada. O caminho mais consistente para a otimização de processos empresariais começa pelo redesenho, que parte do resultado esperado e define quais decisões podem ser automatizadas, quais exigem validação e quais permanecem sob responsabilidade exclusiva de pessoas. O trabalho é orientado por quatro elementos fundamentais:

  • Nível de autonomia: define se o agente apenas sugere, executa com aprovação prévia ou age sozinho dentro de limites predeterminados, de acordo com o impacto da decisão.
  • Pontos de controle humano: estabelecem em quais etapas uma pessoa revisa, aprova ou interrompe o fluxo, sobretudo em decisões financeiras, jurídicas ou que afetam clientes.
  • Rastreabilidade: garante que cada ação do agente fique registrada, o que permite reconstruir o raciocínio, auditar resultados e corrigir erros.
  • Critérios de desempenho: substituem medidas de volume por indicadores de qualidade, prazo, retrabalho e conformidade do processo como um todo.
Marcio Alaor de Araújo
Marcio Alaor de Araújo

Esse redesenho requer a participação das áreas de negócio, além da área de tecnologia, pois são elas que conhecem as exceções e os riscos de cada etapa. Em setores nos quais falhas de processo têm consequências imediatas, cada ponto de controle deve ter um dono, conceito esse associado por Marcio Alaor de Araújo, executivo do mercado financeiro, à adoção responsável de agentes.

Pessoas e responsabilidades em uma estrutura com agentes

O impacto sobre as equipes constitui uma das dimensões mais sensíveis da adoção de agentes de IA. Funções centradas em tarefas repetitivas tendem a ser descontinuadas, e os cargos ligados à supervisão, à análise de regras, às exceções e à relação com clientes crescem. Segundo o empresário Marcio Alaor de Araújo, a requalificação dos profissionais deve acompanhar a transição para transformar eficiência em capacidade da empresa.

A responsabilidade exige respostas explícitas, pois um agente não responde juridicamente por suas decisões. Cada fluxo automatizado deve ter um responsável de negócio para ajustar regras, suspender o sistema e prestar contas dos resultados. Para Marcio Alaor de Araújo, executivo do mercado financeiro, a accountability é importante para controlar decisões automatizadas.

A estrutura de trabalho como decisão executiva

A IA agêntica promove uma transformação na gestão ao redistribuir tarefas, decisões e responsabilidades dentro da empresa. Ademais, o tratamento dos agentes como meros instrumentos de produtividade desconsidera tal dimensão, resultando em processos opacos, equipes despreparadas e lacunas de responsabilidade de difícil correção após a implantação.

Ao final do processo, a alta liderança deve tomar decisões como: desenhar processos antes de automatizá-los, definir níveis de autonomia, preparar pessoas para novos papéis e atribuir responsáveis a cada fluxo. Conforme mencionado por Marcio Alaor de Araújo, empresário focado em resultados e desenvolvimento organizacional, o potencial de ganho está mais relacionado a esse conjunto de escolhas do que à tecnologia em si.

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Emil Sundvik
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