Como aponta o empresário especialista em educação Sergio Bento de Araujo, a ideia de competir para aprender vem ganhando força no campo educacional à medida que desafios tecnológicos, olimpíadas científicas e competições de inovação demonstram seu potencial formativo. Diferentemente de uma lógica baseada apenas em vencer ou perder, esse modelo utiliza a competição como ferramenta pedagógica para estimular engajamento, pensamento crítico, resolução de problemas e trabalho em equipe.
Siga a leitura e descubra como a competição pode se transformar em um poderoso motor de aprendizagem.
Como competir para aprender fortalece o desenvolvimento cognitivo?
Competir para aprender fortalece o desenvolvimento cognitivo ao propor situações-problema que exigem análise, planejamento e execução. Em desafios tecnológicos, os participantes precisam compreender regras, interpretar dados, formular hipóteses e testar soluções, mobilizando diferentes áreas do conhecimento de forma integrada.

Segundo Sergio Bento de Araujo, esse tipo de experiência estimula o raciocínio lógico e a capacidade de adaptação. Ao longo das competições, ajustes constantes são necessários, o que desenvolve flexibilidade cognitiva e pensamento estratégico. O estudante aprende a lidar com limites técnicos, prazos e recursos disponíveis, habilidades essenciais para contextos acadêmicos e profissionais.
Qual é o impacto dos desafios tecnológicos no engajamento dos estudantes?
Os desafios tecnológicos aumentam significativamente o engajamento porque despertam senso de propósito. Quando os estudantes participam de competições, eles compreendem claramente o objetivo da atividade e percebem o valor prático do que estão aprendendo. Isso gera maior envolvimento e dedicação ao processo, tornando a aprendizagem mais significativa.
Outro fator relevante destacado pelo empresário especialista em educação Sergio Bento de Araujo, é o aspecto motivacional. A competição saudável estimula superação pessoal, colaboração e comprometimento com o grupo. Mesmo em contextos competitivos, o trabalho em equipe se torna indispensável, favorecendo o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas, essenciais para a convivência e o trabalho coletivo.
De que forma competir contribui para a formação socioemocional?
A dimensão socioemocional é fortemente impactada pelas experiências competitivas quando elas são bem mediadas. Desafios tecnológicos expõem os participantes a frustrações, pressão por resultados e necessidade de cooperação, criando oportunidades reais de desenvolvimento emocional. Esse processo contribui para que os estudantes compreendam melhor seus próprios limites e fortalezas em situações de desafio.
Ao lidar com erros e imprevistos, os estudantes aprendem a regular emoções, desenvolver resiliência e manter o foco diante de dificuldades. Essas competências são fundamentais para a vida adulta e para contextos profissionais cada vez mais complexos e dinâmicos. Além disso, favorecem atitudes mais equilibradas diante de cobranças e mudanças constantes.
O uso pedagógico da competição, especialmente em desafios tecnológicos, revela-se uma estratégia poderosa para tornar a aprendizagem mais ativa, significativa e integrada. Ao unir conhecimento técnico, tomada de decisão e interação social, esse modelo amplia o alcance da educação para além do conteúdo formal. Dessa forma, como ressalta Sergio Bento de Araujo, a experiência educativa passa a contemplar também a formação humana e relacional dos estudantes.
Autor: Galina Sokolova

